segunda-feira, 3 de julho de 2017

A festa acabou...


Não existem lâmpadas nas praças,
 Todos  os enfeites juninas já retiradas.
Portas já foram tomadas de assalto.
E a segurança pública falhou.
Cadê o José? Cadê a Maria?
José morreu de frio, uma morte Severina.
Do trio elétrico não sai nenhum chorinho.
A festa acabou...

Quando a festa acaba,
Copos, garrafas, sonhos...
No chão.
Não posso gritar
Continuo amordaçado,
Ferido, invisível.
Queria chegar até o mar,
Mas falta transporte publico.

Resta o quê?
Gemer,
Sofrer,
Tremer.
Porque a festa acabou,
E nesse friozinho de inverno,
Sem forró nem arrasta-pé
Sem o meu José, vivo nessa agonia
              Que falta sinto de um cobertor.
              E continua minha vida Maria.


                 Elisabeth Amorim

sábado, 17 de junho de 2017

São João

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No mês de junho
O nordeste muda de cor
Bandeirinhas tremulam no alto
Fogueiras são queimadas
E a bebida típica é o licor.
Do milho  faz-se a canjica
E o sanfoneiro faz bonito
E a sinhá dança com o sinhô.


Esquecem-se  da seca
Dançam quadrilhas até o sol raiar
Dando “Viva São João!”
O nordestino entra em cena
Cada cidade vira arraiá
Mesmo com a carteira vazia
Sonho? Festa junina...
Com hora marcada para acabar.


Cada vez mais consumista
a festa religiosa regional
Fogos, bolos, licor,
Milho verde, laranja, amendoim...
A comida é tradicional
Não pode soltar balão!
24 de junho vem chegando...
 Xote, baião, forró, sofrência e coisa e tal.











quarta-feira, 17 de maio de 2017

Aprenda a ler poesia

A dica é essa!

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domingo, 9 de abril de 2017

A Última Ceia ( cordel)


De repente percebi
Que  trago o  vinho na mão
O pão também está aqui
Tudo em nome da comunhão
Antes da ceia começar
Preciso voltar ao passado
Para essa história contar.
              II
Há mais de 2 mil anos
Quando tudo começou
Esse fato não  é engano
Aconteceu com Jesus, o Salvador
Na Bíblia está escrito
Para judeu ou não judeu
A trajetória de Jesus Cristo.
                  III
Não vou falar  do nascimento
Mas da traição que um justo sofreu
Lendo o Novo Testamento
Lucas quem escreveu
Sobre a última ceia, traição e prisão
Está no capítulo 22
A saga da crucificação.
            IV
Queriam matar Jesus
Mas sem chamar muito a atenção.
Pois seus milagres eram como luz
Iluminando o povo na escuridão.
“orai, para que não entreis em tentação”
Sabia que um discípulo iria delatar
Como sinal de traição.
                V

Era um beijo na sua face
Para identificá-lo na multidão
Judas Iscariotes sem disfarce
Beija-o como  irmão.
Em seguida Jesus foi identificado
“O Filho do Homem foi traído”
Logo seria preso e crucificado.
                         V
Antes da crucificação
A última ceia  aconteceu
Reunidos como irmãos
Ao Pai agradeceu.
Mesmo sabendo que sua hora chegou
Não deixou de ensinar
Quanto é bonito semear o amor.
              VI
Jesus já havia cumprido a missão.
Pedro, um discípulo,  ficou indignado
Queria saber de onde viria a traição.
Jesus o deixa sossegado
Disse-lhe que antes que o galo cantasse
Até Pedro o teria negado.
                    V II

Ele sabia que iria morrer
Não ficou desesperado
Preparou-se  para sofrer
Pois sabia que seria humilhado.
Mas o Pai não descansa
Mesmo nas horas mais difíceis
A mão dele nos alcança.
                       VIII
E depois de forte temporal
Vem a bonança
A Última Ceia foi sem igual
Porque Jesus é esperança!
E no repartir do  vinho e pão
Simbolizando o corpo e o sangue derramado na cruz
Ele foi para Oliveiras em total meditação.
                              IX

Caro leitor,  não tenho intenção de doutrinar
Mas usar a confiança de Jesus como exemplo
De uma fé que jamais poderá faltar
Dentro ou fora de algum templo.
Este cordel  é para dizer
Mesmo que tudo parece perdido,
A solução poderá estar dentro de você.
                                  X
A Última Ceia  do Senhor
Não foi de lamentação
Mesmo sabendo que destino teria
Usou seu  tempo para deixar essa lição.
Mesmo que as tempestades invadam seu lar
Quebrem as sementes e libertem serpentes...
O Deus nunca falhou nem falhará.



segunda-feira, 20 de março de 2017

Simplicidade




É apreciar a natureza
Viver o  lado criança,
Olhar as flores, folhas e
desfrutar os frutos.
Caídos no chão,
Ora pisoteados ora saboreados
Numa dual  profusão  de cores
e sabores.
Encontrar-se no emaranhado de tintas
e capturar a esperança.

É não querer o mundo só para si
Sem impor  verdades absolutas
Mas viver bem no seu mundo
Compartilhando  coisas boas,
Fazendo  apenas o que  convém.
Para alguns o pouco é muito
Faz  diferença, sabia?
as sobras da fartura.

Não é gritar o amor nas janelas alheias,
Mas amar em silêncio ensurdecedor, inquietante.
Não precisa concorrer com o canto dos sabiás
Nem o voo das águias,
 o amor transporta- nos
a tal dimensão insondável
saltitante.

Simples assim, não?
Amar a vida como ela é,
 sem medo de errar,
 E se errar...
é por não respeitar,
             vida, natureza,  criança.


domingo, 5 de fevereiro de 2017